Oficina de conservação de acervos abre programação “Outubro no Museu” em Sorocaba
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O Arquivo Escola 2026, iniciativa do Pró-Memórias em parceria com o Arquivo Público do Estado de São Paulo (APESP), reuniu dez representantes de arquivos e acervos de nove estados brasileiros para uma semana de formação intensiva. Entre laboratórios, oficinas e aulas teóricas, a turma participou da rotina dos profissionais que cuidam da documentação histórica no dia a dia.

A programação teve início na segunda-feira, com a abertura oficial, a integração do grupo e as primeiras atividades na instituição. Na terça-feira, os participantes realizaram oficinas práticas de higienização, conservação preventiva e acondicionamento de documentos. A quarta-feira foi dedicada à teoria e à prática de organização e tratamento arquivístico, seguida, na quinta-feira, por treinamentos em digitalização e preservação digital. Para encerrar a imersão na sexta-feira, o cronograma incluiu debates sobre repositórios digitais, sistemas de descrição e difusão de acervos, além de uma visita técnica à instituição cultural Casa do Povo.
Para Hugo Oliveira, representante da Galeria Providência (RJ), a recepção em sala de aula, marcada pela apresentação do programa, dos projetos de cada integrante e da equipe anfitriã, abriu caminho para um mergulho nos bastidores do Arquivo Público. O grupo percorreu os laboratórios de restauração e conservação, as áreas de infraestrutura e guarda de acervos, bem como o setor de educação e difusão. “O que mais impressiona é a solidez da estrutura e o nível do corpo técnico”, diz Hugo, destacando o cuidado com os detalhes e a longevidade de muitos profissionais na casa.
O intercâmbio entre os próprios participantes foi apontado como um dos pontos altos da semana. “Cada um traz acervos e realidades singulares, reforçando que o trabalho de preservação vai além das paredes institucionais”.Lembrando o célebre samba-enredo da Mangueira sobre “a história que a história oficial não conta”, ele ressalta que o contato prático com diferentes suportes documentais demonstra a importância de quem atua na ponta: “A verdadeira memória do Brasil está guardada nas periferias”.
A historiadora Elza Elisa Pereira da Silva, que representou a Sociedade Protetora dos Desvalidos, de Salvador (BA),também elogiou a estrutura do Arquivo Público, da reserva técnica e do setor de iconografia aos laboratórios especializados. Dois espaços chamaram sua atenção de forma especial: o laboratório de restauro e o data center, peça-chave na infraestrutura tecnológica para preservar e dar acesso à memória digitalizada. Conhecer de perto os processos e equipamentos dedicados à recuperação documental foi, segundo ela, “uma das experiências mais impressionantes” que já viveu.
De volta à Bahia, Elza planeja aplicar os conhecimentos adquiridos na salvaguarda do acervo histórico de sua instituição, garantindo que essa memória continue preservada, pesquisada e acessível às próximas gerações. Ao avaliar a jornada, a historiadora celebrou a iniciativa e agradeceu ao Pró-Memórias, ao Instituto Galo da Manhã e ao Arquivo Público do Estado de São Paulo pela oportunidade de formação e troca de saberes.
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