Acervo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)
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Acervo com 508 caixas de processos criminais (1866–1970) que revelam a história social de São Carlos, agora em processo de digitalização e acesso público.
O Fundo Justiça Criminal, sob custódia da Fundação Pró-Memória de São Carlos, reúne processos criminais produzidos entre 1866 e 1970, transferidos da Justiça Criminal do Fórum de São Carlos em regime de comodato. A comarca de São Carlos do Pinhal foi criada em 1880, em período de profundas transformações sociais no interior paulista, e os processos permitem observar essas transformações a partir de situações concretas vividas por moradores da cidade e da região.
Mais do que registros de crimes e julgamentos, os documentos constituem fonte fundamental para a pesquisa histórica: já foram usados em estudos sobre conflitos sociais, relações de trabalho, experiências de imigrantes italianos e a vida da população negra no período pós-abolição.
O apoio do Pró-Memórias viabiliza uma cadeia de trabalho que vai do documento físico ao acesso digital, com equipe de até quatro profissionais das áreas de Arquivologia, Biblioteconomia e História. Depois de digitalizados, os processos são remontados, acondicionados em invólucros de polipropileno e caixas de poliondas e organizados sequencialmente nas estantes. Os dados são importados para o Tainacan, plataforma de gestão de acervos digitais, para revisão, catalogação e descrição, com previsão de seis meses adicionais de trabalho e disponibilização progressiva online.
Acervo: 508 caixas de processos criminais produzidos entre 1866 e 1970, sob custódia do Arquivo Público e Histórico da Fundação Pró-Memória de São Carlos.
Atuação: digitalização, acondicionamento, catalogação, descrição e disponibilização online dos processos, com a etapa de digitalização já alcançando 308 das 508 caixas do fundo.
Importância: preservação de uma fonte central para a história social de São Carlos, com potencial de pesquisa sobre imigração, relações de trabalho e a experiência da população negra após a abolição.
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