A Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém, recebe entre os dias 9 e 13 de novembro o 26º Encontro Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação (ENANCIB), um dos principais encontros científicos da área no Brasil. A edição deste ano tem como tema “A Amazônia na sociedade global em rede: assimetrias e potencialidades informacionais, tecnológicas e ambientais”, colocando a região no centro de debates sobre acesso à informação, tecnologias digitais, patrimônio, memória, desigualdades e preservação documental.
O evento é promovido pela Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação (ANCIB) e reúne pesquisadores, docentes, estudantes e profissionais. A programação científica está organizada em 12 Grupos de Trabalho (GTs), entre eles o GT 1, sobre estudos históricos e epistemológicos da área; o GT 2, sobre organização e representação do conhecimento; o GT 9, dedicado a museu, patrimônio e informação; e o GT 10, voltado especificamente às relações entre informação e memória. A programação também aborda mediação da informação, gestão do conhecimento, políticas de informação, tecnologia, inovação e questões étnico-raciais, de gênero e diversidades.
O Programa Pró-Memórias, do Instituto Galo da Manhã, apoia a realização do ENANCIB 2026. Segundo o programa, o apoio a iniciativas como essa contribui para aproximar pesquisa científica, instituições de memória e sociedade, fortalecendo uma agenda nacional de preservação, acesso e valorização de acervos documentais e culturais.
Entre os temas centrais do encontro estão os desafios da transformação digital para instituições de memória: digitalização de documentos, preservação digital, uso de inteligência artificial em arquivos, bibliotecas e museus, e as questões de contexto, metadados, autenticidade, interoperabilidade e segurança que essas mudanças exigem. A programação também discute a dimensão política da preservação documental, entre elas quais documentos e histórias são preservados, quais grupos permanecem invisibilizados e quem tem condições de acessar e preservar seus próprios acervos.