A transferência de documentos históricos do antigo prédio do Dops, no Rio de Janeiro, entrou em sua segunda fase. O foco atual da operação é resgatar e transportar 26 fichários com registros de agentes da repressão para a guarda definitiva do Arquivo Público do Estado (APERJ).
O lote abrange arquivos funcionais da polícia política do Estado Novo (DESPS) e do próprio Dops, órgão de inteligência e controle da ditadura militar. A documentação inclui ainda laudos cadavéricos microfilmados do antigo Instituto Médico Legal (IML), cobrindo o período de 1965 até a década de 1980.
A previsão é que o trabalho no edifício da Rua da Relação dure quatro dias. Apenas nesta segunda diária de atividades, a equipe estima retirar entre oito e dez fichários, ritmo que pode variar conforme as exigências logísticas.
Apoiada pelo Pró-Memórias, a salvaguarda desse material cumpre uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF). A medida emergencial foi imposta após vistorias constatarem que este acervo estava armazenado de maneira precária no chão e em sacos de lixo. A coleção é fundamental para a memória sobre violações de direitos humanos.