A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados promoverá, nesta terça-feira (7), às 10 horas, uma audiência pública focada nos impactos da crise climática sobre o patrimônio cultural brasileiro. O encontro, proposto pelo deputado federal Tarcísio Motta (Psol-RJ), busca avaliar os danos causados por eventos extremos, como secas e enchentes, que ameaçam de maneira crescente nossos acervos museológicos, sítios arqueológicos, conjuntos arquitetônicos e os valiosos saberes tradicionais das populações mais vulneráveis.
Durante a sessão, os participantes analisarão a Carta Brasileira do Patrimônio Cultural e Mudanças Climáticas. O documento técnico reconhece a importância estrutural dos bens materiais e imateriais para a construção de sociedades mais resilientes. Segundo o parlamentar autor do requerimento, o objetivo primário do debate é cobrar do poder público um compromisso firme com a preservação da memória e da diversidade do país, garantindo que a cultura atue como um verdadeiro farol orientador durante os complexos desafios impostos por essa nova realidade ambiental.
Para garantir a profundidade técnica da discussão, o encontro reunirá um amplo leque de especialistas e autoridades diretamente ligadas à conservação e fomento de acervos. A presença governamental conta com Deyvesson Gusmão, presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); Joel Santana da Gama, diretor do Departamento de Difusão e Economia dos Museus do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram); Carlos Paiva Neto, assessor especial do Ministério da Cultura; e Inamara Melo, representante do Ministério do Meio Ambiente.
O debate técnico também será enriquecido pela participação de representantes de organizações não governamentais, comitês internacionais e comunidades tradicionais que atuam na linha de frente da proteção ao patrimônio histórico. Integrarão a mesa Diego Vaz Bevilaqua, presidente do ICOM Brasil; Aline Vieira de Carvalho e Luana Campos, do ICOMOS Brasil; Adriana Pinheiro, do Observatório do Clima; Patrícia Mariuzzo, do Observatório de Cultura, Clima e Ambiente (Occa); além de Helen Corujinha, liderança representante do Quilombo Camburi.